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“Que Evangelho é Este?”

Postagem enviada em 03/10/2013

O evangelho que Paulo pregava deixava de fora a circuncisão e as demais cerimônias e obras da lei. Os falsos mestres judaizantes admitiam a morte de Cristo na cruz, mas negavam que somente a fé em seu sacrifício era suficiente para a salvação. O povo gostava dessa espécie de pregação porque sentia que podia fazer alguma coisa para alcançar mérito diante de Deus. Paulo se contrapunha a este ensino e dizia que a salvação vem pela fé em Cristo, e nada mais.

Vivemos dias em que a exposição pura e simples do evangelho de Jesus Cristo já não satisfaz às expectativas de muitos “crentes”. Eles procuram novidades e experiências exóticas. Servimos a um Deus que é Todo-poderoso, que pode, sem dúvidas, realizar obras extraordinárias em nosso meio. Contudo, a nossa fé não deve se apoiar em experiências místicas e pseudo-revelações, e sim na Palavra de Deus.

O Evangelista Billy Graham disse: “um dos maiores problemas no meio dos cristãos é um cristianismo sem Cristo”. O que tem proliferado em nosso meio é o chamado “evangelho antropocêntrico”, onde os cultos se transformaram em bazar da fé, o púlpito é o balcão, o evangelho é a mercadoria, o pregador é o vendedor e os crentes são os consumidores. Nesse evangelho não existe espaço para o sofrimento e a mensagem da cruz de Cristo está cada vez mais rara.

Nesse rastro estamos presenciando a propagação do “evangelho da prosperidade” onde ser cristão implica ter uma vida abastada, longe dos problemas e enfermidades e que ser financeiramente próspero é uma prerrogativa do crente, associando a pobreza à vida de pecado ou à falta de fé. Esses pregadores de prosperidade dão uma ênfase exagerada à contribuição financeira (para o seu ministério) e muita prioridade a conquista de bênçãos na terra.

Outro evangelho que vem tornando as igrejas mundanas é o evangelho do oba-oba, do entretenimento, sem limites, onde os cultos são verdadeiros “shows”. Os líderes dizem “é proibido proibir”, pois “se o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres”. Esses ensinadores acham que as restrições destroem a liberdade. O oposto é que é verdade. Quando entramos num jardim público, logo vemos os avisos: “Não pise na grama”, “é proibido apanhar flores”. Essas restrições foram feitas para preservar o jardim, caso contrário o local se tornaria num terreno baldio.

No dia 18 de junho a Assembléia de Deus completou 102 anos de atividades em terras brasileiras. Os dois pioneiros, Berg e Vingren, tinham uma mensagem simples, mas que resumia a essência do evangelho. Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e breve vem arrebatar a sua Igreja. Foi essa mensagem que recebemos dos pioneiros; foi com este evangelho que alcançamos todos os rincões deste país.

Portanto, meus queridos irmãos e irmãs, continuemos a pregar o genuíno evangelho e a desfrutar da vida abundante que Jesus Cristo nos oferece.

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” (Gl 1.6-8).

 

 

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